domingo, 4 de abril de 2010

Delírios



Estava lá eu, muito atrasada como sempre, numa segunda-feira às 7 da manhã, sem nenhum tostão no bolso. Penso cá com meus botões: “Preciso de uma daquelas belíssimas máquinas do capitalismo vulgarmente conhecidas como caixa rápido.” Dirijo-me então para o Banco do Brasil. Chegando lá encontro um banco deserto. Exceto pelo segurança sonolento e meia dúzia de velhinhos na fila esperando o horário bancário... (aliás, falar em velhinhos e em fila é uma redundância, afinal, na terceira idade - sejamos politicamente corretos - essas filas são eventos sociais de vital importância para superar a monotonia dos dias)...
Voltando ao que interessa, o banco estava vazio. Entro no banco. Saco meu poderoso cartão e me coloco à caminho do caixa eletrônico. Enfio meu cartão no buraquinho indicado. Eis que de repente, o caixa apaga. “Que droga!” penso eu. “Atrasada, com sono e ainda por cima, pego uma porcaria de caixa com defeito. Inferno! Felizes eram os romanos que não conheciam o caixa rápido.”
Depois de mais algumas injúrias pensadas, o caixa se acende de novo. “Ótimo!” Coloco novamente o meu cartão e me preparo para sacar a minha mixaria cotidiana: dez reais. Após digitar a senha e efetuar todos aqueles processos burocráticos, o buraquinho do dinheiro se abre. “Cadê meu dinheiro? Não acredito que a droga da máquina vai comer o meu dinheiro do almoço! Vou criar uma quizumba com esse banco se meu dinheiro não sair.”
Abaixo então para olhar o buraquinho e vejo uma luzinha. Dou soquinhos gentis na máquina, e nada. Sinto que estou alterada (acho que o segurança sente também), já sei até o que ele vai dizer: “Espere até as 9 horas para falar com o gerente.” Ignoro o fato de o segurança estar se dirigindo até mim e coloco meu dedinho no buraquinho a fim de tentar puxar meu suado dinheirinho. Para minha surpresa, vejo uma pontinha da nota e tento puxá-la. A máquina não quer soltar. Puxo de novo, com um pouco menos de delicadeza desta vez, e nada. Parece que a luzinha do buraco está ficando mais forte, “O que é que é isso?”, e, de repente - puf (não consegui um efeito sonoro mais representativo).

Pisquei o olho, e ao abri-lo, a bela máquina estava cuspindo notinhas de 10, 20, 50 e até mesmo 100 reais. O primeiro pensamento ao olhar a bela garoupa azulada nas mãos foi a linda sandália da Mr. Cat que eu ia finalmente comprar, mas depois, caiu a ficha. Penso desesperada: “Espero que essa máquina piranha (adjetivo pouco apropriado para uma máquina tão prodigiosa, afinal, ela não é um peixe) não debite isso da minha conta.” Depois de recolher o dinheiro, viro procurando o segurança para me explicar, e para minha surpresa, cadê o segurança? Olhei a minha volta e cadê o banco? E os velhinhos? “Acho que vou processar aquela empresa de café, eles devem estar colocando psicotrópicos para viciar os compradores. Deixa o meu advogado saber disso.”
Por algum mistério científico incompreensível, como aquela série Além da Imaginação, eu havia sido transportada (juntamente com o caixa) para uma linda pradaria. Parei durante alguns instantes observando o lugar e pensando como voltar para casa, afinal das contas, eu estava atrasada, trabalho, chefe chato, demissão... Essas coisas cotidianas.
Eis que, para minha surpresa, vejo três caras montados em lindos cavalos cheios de frufrus (penduricalhos diversificados) vindo em minha direção. Estavam usando um modelito bem brega, tipo toga (o bom gosto ali passou longe). Olhando mais detalhadamente, tive a vaga impressão de já ter visto o do meio em algum lugar...
- Alto! Quo vades?
“Que droga é essa? Vou processar esse banco.”
- Hein?
- Quem é você mulher e o que está fazendo no meu jardim com esta caixa luminosa?
- Te conheço?
- Estas zombando de mim mulher? Não reconheces teu soberano?
- Soberano?
- Modere seu linguajar plebéia ao falar com César.
- Você é César, qual César?
- Mandarei colocá-la a ferros, petulante.
- Calma, estou desnorteada, devo ter batido com a cabeça. Mas estou me lembrando, você é Caius Julius Cesaer o primeiro dos 12 césares de Roma. “Pronto, vim parar no Pinel, agora não falta mais nada. Definitivamente meu advogado vai adorar esse caso!”
- Primeiro?
Eu já não sabia mais o que falar, fiquei em silêncio. Minha mãe sempre me disse: “se não tem nada bom para dizer, cala a boca.” O que eu ia dizer para um bando de malucos megalomaníacos? O malucão, que dizia ser Júlio César, ficava me examinando, que horror, se dessem mais remédios para esses caras, eles não estariam tão agitados. Depois de muito olhar e franzir sobrancelhas, o pirado mor se dirigiu a minha pessoa:
- Venha comigo. Vamos tomar um suco em meu palácio.
“Pronto, agora nem remédio ajuda... Eu é que não sou maluca de ir com esses malucos. Mas se eu recusar, eles podem ficar agressivos, preciso de uma saída diplomática... pense rápido queridinha, pense... Já sei.”
- Não posso, tenho que ficar perto da caixa.
- Desçam do cavalo e carreguem a caixa.
- Não podem carregar, o fio está preso na tomada. “Droga! Quem tá ficando maluca agora sou eu. Estou no meio de uma pradaria sem fio, sem tomada, sem eletricidade e essa bosta ainda funciona. Talvez seja melhor eu ir para o Palácio e pedir um daqueles remedinhos para enfermeira.”
Bom a minha observação sobre fio e tomada pareceu muito evoluída para ele, e assim foi solenemente ignorada. Quando eu vi os malucos tinham me colocado em cima do cavalo e estavam agarrando o caixa. Que mais eu posso fazer, fui vencida pela maluquice alheia.
Para minha surpresa, no final da nossa jornada, chegamos realmente a um palácio. Bom, se fosse o Pinel, eles realmente haviam investido pesado na reabilitação daqueles doidos, pois me senti insignificante diante da magnitude do lugar. Era fabuloso. Criados, estátuas, tapeçarias, colunas romanas, arquitetura romana, roupas romanas, coisas romana... Não pode ser Roma! O Brasil fica a pelo menos uns 9.000 km, ou não, não sei bem porque sempre matei muito as aulas de Geografia. Mas, voltando ao raciocínio. Onde eu estava mesmo? Ah sim! O Brasil fica a pelo menos 9.000 km e 2.000 anos de distância, e eu estava lá, assim, não posso estar aqui. Então, aqui passaria a ser lá, ou lá seria aqui? Droga! Maldita lógica, quando você mais precisa dela acontece isso! Enfim, onde diabos eu fui me meter? “Será que estou realmente em Roma?” Depois desse pensamento aterrador, me ocorreu outro, pior ainda: tinha esquecido minha máquina fotográfica. Devia ter comprado aquele celular com câmera. Quem manda eu ser pão-dura, ou melhor, econômica?
O fato era que, ao que tudo indicava, eu estava mesmo lá (independente de aonde fosse lá), e se eu estava lá, era porque, teoricamente eu teria chegado lá. Isso não quer dizer que eu sabia como chegar lá, mas não foi o que pensaram. Julinho, mais malandro, sacou que tinha alguma coisa errada e começou a me fazer perguntas estranhas:
- Você não é daqui, não é verdade?
“O que eu posso dizer diante de uma dedução tão impressionante. Nem Sherlock Holmes seria tão preciso!”
- Posso reparar isso pela sua roupa e seu jeito de falar, você não tem muito latim!
Para a minha surpresa, pela primeira vez, reparei que eu estava falando latim (apesar de vocês estarem lendo uma versão adaptada dos diálogos, é claro!). Ele continuou:
- E também posso dizer que não é dessa época.
“Bravo Sherlock!”
- Você trás coisas estranhas no seu braço e nos pés, os bárbaros não possuem tais artefatos, em todo o mundo, não temos como produzir tais coisas. O que são essas coisas? - Apontou diretamente para o meu lindo relógio e meu belíssimo tênis. Tive que responder, afinal, ninguém pode deixar César sem resposta.
- Isso é um relógio, e isso, é um tênis.
- Um relógio, que funciona sem o sol? Que prodigioso! - Ele estava demasiadamente embasbacado e permaneceu alguns minutos admirando meu relógio, quando finalmente desceu o verbo. - Quero que me leve para o seu futuro.
- Mas eu não posso.
- Porque não pode?
- Porque você não é correntista desse banco.
- Tem que haver um jeito de fazer isso.
- Infelizmente não há. Veja bem, a minha terra, só será descoberta daqui a 1.550 anos, e esse banco só será aberto daqui a mais ou menos uns 1.900 anos, e além do mais, o que você quer fazer lá?
- Preciso conhecer mais sobre essas coisas diferentes e avançadas que você tem.
- Não precisa ir lá, eu te explico o que você quiser. Por exemplo, essas coisas avançadas que você fala, nós chamamos tecnologia.
- Então quero a sua tecnologia, assim poderei tornar Roma soberana entre todos os povos. Não haverá ninguém capaz de desafiar o poder de Roma.
- Mas por enquanto Roma é soberana.
- Por que por enquanto?
- Porque um dia não será mais.
- Como assim?
- Não sou expert no assunto, mas um dia Roma cairá.
“Sempre quis dizer isso! Agora me sinto importante, porque não dizer profética!” E realmente aquilo foi tomado como profético:
- Suas profecias me assustam estrangeira.
- Fica frio, você só tem que se preocupar com o triunvirato.
“Se ele estava com medo, agora vai se borrar.”
- Vamos entrar num acordo, não posso te levar, mas ficarei aqui um tempo (“mesmo porque não sei como voltar”). Vou te prestar uns serviços de aconselhamento, você resolve os seus problemas e eu vou embora. Mas aviso desde já. Não te darei as respostas, você deve buscá-las sozinho. Não posso interferir nos acontecimentos desta época, pois isso pode afetar negativamente o meu futuro, não insista, pois grandes desgraças poderão abater-se sobre seu povo...
“Sou praticamente uma pitonisa, ou será vestal? Acho que estou confundindo os impérios. De qualquer forma, finalmente eu to por cima da carne seca.”
- E uma última coisa: se eu não retornar ao meu mundo, o caos será instalado sobre todos os povos, pois o contínuo de espaço-tempo será rompido, e nem eu poderei dizer o que acontecerá. Temos um acordo?
“Causei o maior frisson. Olha a cara dele, vai precisar de uma toga limpinha... Bem, preciso me garantir. Vai que esse maníaco resolve me prender aqui, eu ia estar ferrada! Pelo menos assim ele pega leve.”
- Concordo com seus termos, tem a palavra de César.
Durante dois lindos e longos dias me senti a maravilha das maravilhas. Devo confessar que gostei dessa estória de escravos (nada contra a Princesa Isabel, na boa, ela tava certa! Todo mundo tem direitos). Enfim, tava me esbanjando. Banhos perfumados, roupa limpa e gente pra me pentear. Comida na hora que eu quisesse e vinho a rodo. Mas a chapa esquentou. Estava tão preocupada com qual enfeite de cabelo ia usar que me esqueci da vida. Foi quando ouvi um dos escravos dizer alguma coisa sobre os idos de março. “Ferrou!” Saí na carreira até o senado. Na porta eu vi um camarada.
— Corre lá meu filho! Vão matar o Julinho.
— O que senhora?
— Vai logo lesma! César vai ser morto.
Corri atrás dele, mas cheguei tarde. O cara tava em picadinho. Acho que dali só saia um ensopado. O camarada me puxou pelo braço e começou a gritar. Me chamou de cúmplice, de assassina. “Droga! Ferrou tudo agora!” Saiu me rebocando pelos corredores, queria me levar em cana. Tentei explicar a parada, mas acho que a minha estória sobre vir do futuro não foi muito convincente. Tava na lama. No mínimo, daqui a 2.000 anos a minha mãe ia encontrar meus ossos em algum valão da antiguidade. Tomei uma providência, ou melhor, uma atitude desesperada. Dei um chega pra lá no malandro e me preparei para vazar. E aí – puf!

Voltei ao banco. O segurança estava em cima de mim. “Calma aí bonitão, olha o assédio sexual”.
— A senhora está bem?
— “Droga! Nem rolou uma respiração boca-a-boca.” To.
— Infelizmente devo avisar que a senhora agrediu o caixa eletrônico, escorregou e bateu com a cabeça. Chamei a ambulância. Temos tudo gravado. O banco se isentará de qualquer responsabilidade sobre o seu ferimento. Tem plano de saúde? Por que a ambulância vai te cobrar isso.
— “Inferno! É o Brasil mesmo. Sem respiração boca-a-boca e eu já estou tomando vara.” Tenho. “Pelo menos vou ganhar um atestado médico para matar o trabalho.”
Pra encurtar a estória, às nove da manhã estava saindo de ambulância do banco com um galo na cabeça e sem meus dez reais. Ainda tive que ouvir a fila da terceira idade dizendo: “Essas pessoas não tem educação nenhuma, para que toda essa agressividade com o pobre caixa.” Pode um negócio desses? Eu fui a vítima. Fui lesada em R$ 10,00.

No dia seguinte virei manchete de jornal. “Mulher nervosa esbofeteia caixa eletrônico. Mais informações na página 5.” Minha foto inconsciente caída. Nessas horas sempre tem um cretino com um celular com câmera, só eu que não tenho um. Maldita economia!
Um dia depois, meu chefe me demitiu, disse que eu não me enquadro no perfil da empresa. “Que droga de perfil é esse? O cara vende embalagem de vidro e geralmente pelo telefone.” Tudo que eu fazia, e com muita paciência, diga-se de passagem, era atender ao telefone, anotar o pedido, confirmar os dados bancários e despachar a remessa, sem nunca ver o cliente. Mas, segundo o meu chefe: eu era uma pessoa raivosa. Uma bomba relógio prestes a explodir.
Meu namorado me largou porque disse que eu era a piada nacional. Ele não podia continuar comigo depois de todos os amigos dele terem visto a minha foto inconsciente e babando o chão do banco. Foi quando descobri que o vídeo da câmera de segurança vazou para o You Tube (não sei como) e tinha um close da baba.
E pra piorar, o banco me processou por danos materiais. Precisei de um defensor público porque não tinha mais emprego. O cara nem se esforçou. Disse que tinham muitas evidências contra mim e a mídia me odiava. Eu estava taxada como a “maluca que agrediu o caixa eletrônico”. O melhor a fazer era acatar a ordem do juiz de forma pacífica e sem demonstrar nenhuma, como ele chamou? Ah, lembrei: “inabilidade social”.
O juiz me mandou para uma avaliação psicológica. Disse que eu era muito nervosa. Aquilo podia ser um princípio de psicopatia enrustido. Uma hora eu estava batendo em caixas outra eu poderia estar fuzilando pessoas sem motivo. Tive que fazer acompanhamento psicológico. E pagar uma multa ao banco para “restaurar a integridade física do caixa lesado”.
A psicóloga ficava perguntando se meu pai me molestava, se minha mãe me molestava, se meu avô me molestava. Se eu tinha problemas sexuais ou apetites sexuais incomuns. Quantas vezes eu fazia sexo por semana e com quantos parceiros diferentes. Não dava para responder aquilo, né? Aquela vaca (pobre animal sendo comparado a um ser tão vil) freudiana, só pensava naquilo. Quando me recusei a responder, ela disse que eu era um cactos, seco e cheio de espinhos. Ficou claro ali que a avaliação dela não seria positiva para mim. Até fui encaminhada a um psiquiatra.
Quer saber, na situação que eu estava não tinha muita saída. Agora eu era um pária. Execrada pelo mundo, com suspeitas de distúrbios sexuais e com a minha baba na Internet. Depois de considerar seriamente minhas opções, concluí que só tinha uma coisa que eu podia fazer. Acho que qualquer pessoa teria feito o mesmo. Afinal, eu era uma pessoa raivosa.
Muito indignada, fui até o banco. Entrei lá cheia de pose e fui direto ao gerente. Claro que ele me reconheceu! Puxei o objeto de dentro da minha bolsa e apontei para ele.
— Quero cancelar a minha conta! – Joguei o cartão na cara dele aos berros. Todo mundo me olhou. “Ferrada, ferrada e meio (pra amenizar o termo)”– Esse banco é uma bosta! Depois de toda a publicidade gratuita que eu dei pra vocês... me sacaneiam desse jeito. Aposto que o concorrente vai adorar ter a “Maluca do caixa” como correntista. E ainda vai me dar benefícios. Quer combinar? De agora em diante, vão ter que me pagar por todo esse marketing. Da próxima vez que quiserem que eu quebre alguma coisa pra levantar a moral dessa espelunca vou cobrar o dobro. Ouviu bem? Vou cobrar o dobro!
Uh! Ah! A galera tava ficando nervosa. “Quer dizer que eles pagaram ela para quebrar o caixa?” estavam perguntando. O burburinho se alastrou com uma rapidez impressionante. A fila dos velhinhos estava indignada. “Como puderam fazer a pobrezinha ser difamada desse jeito?”
— Vou agora até aquele jornaleco que me difamou contar a situação, tá ligado? – virei às costas e parti. “É agora. Cinco. Quatro. Três. Dois.”
— Me acompanhe senhora, vamos conversar na sala da gerência. “Peguei os cretinos!”
Na manhã seguinte na manchete do tablóide de informação duvidosa: “Maluca do caixa eletrônico foi golpe publicitário”. Tinha uma foto minha com o dedo na cara do gerente. Nessa foto eu saí bem. Ainda bem que alguém sempre tem um celular com câmera. Bendita economia! Mas ninguém deu muita atenção para o tablóide porque a fita de segurança dessa vez não vazou para o You Tube.

Bom, e foi isso que aconteceu.
O processo judicial foi retirado, minha indenização devolvida. Obviamente, eu cobrei os juros.
A psicóloga foi levada para um acompanhamento psicológico. Acabaram determinando que ela tinha vários problemas sexuais e psicológicos. Tacaram-lhe um Gadernal na idéia e a obrigaram a fazer terapia. Agora ela freqüenta um grupo de auxílio às pessoas viciadas em sexo.
Arrumei um emprego novo, e ganhava bem mais que no primeiro. Ainda recebi uma satisfatória quantia chamada “cala a boca”. Minha baba foi retirada do You Tube. Tive que trabalhar escondida do público até a poeira baixa e o banco me transferiu de cidade pagando todas as minhas despesas. Mas o apartamento novo era lindo. A calúnia é uma arma perigosa.
Meu namorado quis voltar, mas eu dei o vaza nele. Afinal, a fila anda e a minha catraca estava bem mais seletiva agora.

Qual a moral da estória? Essa é fácil. Não beba muito café. Mas se beber, tenha um bom advogado.

4 comentários:

Tânia Souza disse...

uau, que viagem, e o mais interessante é que o leitor vai se envolvendo, se envolvendo.. não dá para interromper a leitura, a maluca do caixa é cativante, gostei.

Alícia Azevedo disse...

Obrigada Tânia!
Na verdade foi um sonho que tive, acho que por isso ele é meio doido...
Fico feliz que tenha gostado!
Abraços

Descobrindo a Arte da Música disse...

Nossa uau! Que conto nhem?
Ficou magnifico, ele é interessante, e contem tudo o que uma boa história deve ter: comédia,drama, ficção,ação, e até romance, mais para um tipo meio sofredor, por que o namorado termina com a moça, mas ela dá a volta por cima e no final se dá bem... Poderiamos até intilular a moça como Heroína da Modernidade, do cotidiano, pois afinal quem nunca teve problema com bancos e ainda se ferrou no final?

Alícia Azevedo disse...

Que bom que gostou! Seja bem vinda e sinta-se sempre a vontade para comentar... ;)

Bjs

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